lunes, 17 de mayo de 2010
domingo, 16 de mayo de 2010
sábado, 15 de mayo de 2010
jueves, 13 de mayo de 2010
Da coluna Entre os Dedos, publicada na SuperBem
Eu sou AT
Andar pelas ruas sempre foi um mistério a ser desvendado. Quando criança, para as aulas de inglês e música, me levava a passear pela Quintino Bocaiúva, cruzar o que hoje é o Parcão e atravessar a 24 de Outubro. Isso eu fazia com esmero, paciência, educação. Era um trajeto curto, desafiador para os meus nove anos. Não aceitar nada de ninguém era o lema que me guiava, naquela Porto Alegre de ruas sem canteiros no meio, por onde passavam Opalas e Fucas: era só olhar para os dois lados, observar, ganhar a calçada oposta.
Deve vir daí, mas não asseguro, o gosto pelo Acompanhamento Terapêutico. Ser alguém no meio da cidade não é tarefa fácil. É um descobrimento, uma exposição. E, muitas vezes, pode representar uma ameaça à nossa segurança.
Disso sabemos bem, e o AT está aí para enfrentar essas e outras dificuldades. Mas nem tantas. Sim, o trabalho de acompanhar inclui necessariamente o de ser acompanhado. E de aceitar (quase) tudo de alguém.
Aparentemente, prestamos um serviço simples. Estar por duas horas ao lado de uma pessoa que precisa de nosso apoio e dedicação pode ser muito agradável. E é. Você deve estar pensando “bem, isso qualquer um faz”. Exato. Qualquer um. Que queira. Que olhe. Que aceite. Que saiba se emprestar a outra pessoa.
É como um corpo que recebe o espírito. E não é. É como um rio que corre ao lado de outro rio. E também não é. As imagens que descrevo aqui ajudam, mas não definem.
Acompanhar terapeuticamente é um caminho a seguir. Nunca haverá O Resultado. Nunca saberemos quando começou.
É de um momento para o outro, distraidamente, que o Acompanhamento Terapêutico se faz presente: um instante de não estar pre-o-cu-pan-do-se, ques-tio-nan-do-se.
De apenas ser. E criar o momento com toda a honestidade.
(Este o primeiro texto de minha coluna mensal na Newsletter SuperBem, da Clínica Verri: www.superbem.com.br .)
Andar pelas ruas sempre foi um mistério a ser desvendado. Quando criança, para as aulas de inglês e música, me levava a passear pela Quintino Bocaiúva, cruzar o que hoje é o Parcão e atravessar a 24 de Outubro. Isso eu fazia com esmero, paciência, educação. Era um trajeto curto, desafiador para os meus nove anos. Não aceitar nada de ninguém era o lema que me guiava, naquela Porto Alegre de ruas sem canteiros no meio, por onde passavam Opalas e Fucas: era só olhar para os dois lados, observar, ganhar a calçada oposta.
Deve vir daí, mas não asseguro, o gosto pelo Acompanhamento Terapêutico. Ser alguém no meio da cidade não é tarefa fácil. É um descobrimento, uma exposição. E, muitas vezes, pode representar uma ameaça à nossa segurança.
Disso sabemos bem, e o AT está aí para enfrentar essas e outras dificuldades. Mas nem tantas. Sim, o trabalho de acompanhar inclui necessariamente o de ser acompanhado. E de aceitar (quase) tudo de alguém.
Aparentemente, prestamos um serviço simples. Estar por duas horas ao lado de uma pessoa que precisa de nosso apoio e dedicação pode ser muito agradável. E é. Você deve estar pensando “bem, isso qualquer um faz”. Exato. Qualquer um. Que queira. Que olhe. Que aceite. Que saiba se emprestar a outra pessoa.
É como um corpo que recebe o espírito. E não é. É como um rio que corre ao lado de outro rio. E também não é. As imagens que descrevo aqui ajudam, mas não definem.
Acompanhar terapeuticamente é um caminho a seguir. Nunca haverá O Resultado. Nunca saberemos quando começou.
É de um momento para o outro, distraidamente, que o Acompanhamento Terapêutico se faz presente: um instante de não estar pre-o-cu-pan-do-se, ques-tio-nan-do-se.
De apenas ser. E criar o momento com toda a honestidade.
(Este o primeiro texto de minha coluna mensal na Newsletter SuperBem, da Clínica Verri: www.superbem.com.br .)
sábado, 8 de mayo de 2010
lunes, 3 de mayo de 2010
jueves, 29 de abril de 2010
lunes, 26 de abril de 2010
viernes, 16 de abril de 2010
sábado, 27 de marzo de 2010
sábado, 20 de marzo de 2010
viernes, 5 de marzo de 2010
viernes, 19 de febrero de 2010
sábado, 13 de febrero de 2010
Radialista na Mandrágora
Eu sou radialista, e resolvi fazer meu programa mesmo sem estar trabalhando numa emissora. Não é uma rádio web, é um blog onde vou fazendo o que faria numa rádio.
O endereço é www.mandragorafm.blogspot.com.
Nos vemos lá!
O endereço é www.mandragorafm.blogspot.com.
Nos vemos lá!
sábado, 30 de enero de 2010
miércoles, 27 de enero de 2010
sábado, 23 de enero de 2010
lunes, 18 de enero de 2010
sábado, 16 de enero de 2010
viernes, 15 de enero de 2010
martes, 5 de enero de 2010
lunes, 28 de diciembre de 2009
domingo, 27 de diciembre de 2009
sábado, 26 de diciembre de 2009
viernes, 25 de diciembre de 2009
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